segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vulcão dos Capelinhos faz 53 anos



Na madrugada do dia 27 de Setembro de 1957, após várias semanas de abalos de terra, teve inicio a erupção de um vulcão muito próximo do Farol dos Capelinhos. A partir desse momento, foram treze meses de emissões de cinzas, lavas e vapores e que marcaram profundamente todos aqueles que viviam nesta ilha, principalmente aqueles que mais de perto conviveram com a erupção.

Passados 53 anos desde que este fenómeno começou, a ponta do Capelo não perdeu a sua importância. Em termos vulcanológicos, o Vulcão dos Capelinhos ainda é considerado como um grande marco da história do vulcanismo mundial, nomeadamente por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o seu início até ao "adormecimento" na calma tarde de 24 de Outubro de 1958.

A construção do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos junto às ruínas do Farol ocorreu por iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e na sequência de uma nova visão integrada de toda esta zona que potenciasse um melhor aproveitamento nas diversas vertentes. Por exemplo, em termos ambientais, o Centro permitiu uma melhor conservação e protecção da natureza, naquela área protegida. Em termos históricos, esta estrutura teve como consequência a preservação do património construído que marcou uma época e que foi a primeira testemunha deste grande fenómeno. Em termos socioeconómicos, o Centro contribui para uma maior diversificação da oferta da ilha, já que potenciou o aparecimento de outras actividades económicas ligadas ao turismo. Em termos educacionais, o Centro, que integra a rede de Centros de Interpretação da Natureza dos Açores, é um dos pólos que explica a ciência vulcanológica e sensibiliza os jovens em termos ambientais. Este ponto é particularmente importante porque apenas é possível proteger, estimar e utilizar com sustentabilidade o que se compreende.

A integração deste Centro no Parque Natural do Faial permitiu uma melhor gestão da área do Vulcão dos Capelinhos. A substituição de flora invasora, nomeadamente a cana (Arundo donax), por espécies nativas é um dos trabalhos que tem estado a decorrer em todo o espaço envolvente. A recuperação destes habitats naturais permitirá a recuperação paisagística deste local, bem como, a sua colonização por espécies animais característicos da fauna dos Açores, como seja, o garajau-rosado.

Na península do Capelo foi recentemente aberto o novo Trilho dos 10 Vulcões, que termina no Porto do Comprido. É o maior percurso pedestre classificado dos Açores, com 27 quilómetros de extensão, e marca o aparecimento de um novo conceito de interpretação do meio natural, devido à instalação de estações interpretativas ao longo do percurso apoiadas por um Guia editado pelo Parque.



GaCS/SF/DRA

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