quinta-feira, 21 de maio de 2015

Rodrigo Oliveira salienta o papel da diversidade cultural na construção de um futuro melhor

O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou hoje, em Ponta Delgada, que a diversidade cultural nos Açores adota uma “dupla dimensão e relevância”, tendo em conta as inúmeras nacionalidades existentes no atualmente no arquipélago, ”em contraste com o percurso caraterístico da emigração portuguesa ao longo de mais de cinco séculos de história”.

Rodrigo Oliveira, que intervinha na sessão de abertura do seminário ‘Interculturalidade na Região Açores’, no âmbito do Dia Mundial da Biodiversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, destacou a importância da “existência de mais de 75 nacionalidades residentes nos Açores, cerca 3.600 imigrantes que representam cerca de 1,5 por cento da população, uma realidade que há 20 anos não existia”.

“Os Açores de hoje, constituídos por esta multiplicidade de identidades, orgulham-se dos imigrantes que aqui estão e da sua multiculturalidade”, frisou.

Para o Subsecretário Regional, mais do que promover a preservação de identidades separadas, é o conceito de interculturalidade, de conhecimento recíproco, de enriquecimento que permitirá a construção de um futuro melhor.

“Uma mais-valia reconhecida pelo Governo dos Açores, bem como os contributos que as associações e parceiros do Executivo açoriano trazem para o trabalho com os imigrantes”, acrescentou.

Uma das vertentes no âmbito dos instrumentos efetivos de integração a que o Governo Regional tem dado particular atenção prende-se, segundo Rodrigo Oliveira, “com a promoção de cursos de língua portuguesa para imigrantes”, tendo em vista a adoção de ferramentas uteis na aquisição da nacionalidade portuguesa e de um estatuto permanente de residência, bem como a valorização e afirmação pessoal e a inserção no mercado laboral.

Estes cursos, frisou, ”já chegaram a cinco ilhas, abrangendo mais de 160 imigrantes em diversas edições”, acrescentando que a entrada no terceiro ano desta iniciativa, para além de diversas ações junto dos mais jovens, nas escolas, permite a promoção de um “espírito de conhecimento, de relacionamento, de valorização daquilo que são as tradições, a cultura, o modo de ver o mundo de outras nacionalidades”.

Rodrigo Oliveira manifestou apreço a todas as associações e entidades que trabalham no campo da diversidade cultural, salientando que “por algum motivo, os Açores não viram em 2013 diminuir o seu número de imigrantes, pelo contrário, aumentou, o que significa que acolhemos bem”.

Por isso, a interculturalidade, “mais do que a valorização de cada cultura por si, vale por tudo o que trás de visão, de abertura ao mundo e de oportunidades”.

“Este é um património comum da Humanidade pela sua multiplicidade, é um património comum da Humanidade porque é, efetivamente, através da cultura, destas diferentes visões que poderemos avançar”, salientou Rodrigo Oliveira.

Anexos:
2015.05.21.SRPRE-SeminárioInterculturalidade.mp3

GaCS

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