quarta-feira, 30 de março de 2016

Exigência e inconformismo são a chave para garantir sustentabilidade do Turismo, afirma Vasco Cordeiro

O Presidente do Governo dos Açores defendeu hoje que, apesar dos indicadores positivos registados no turismo, é necessário que as entidades públicas e privadas garantam uma postura de exigência e de inconformismo determinante para assegurar a sustentabilidade deste setor.

“Essa exigência e esse inconformismo são a chave para o sucesso e para a sustentabilidade deste setor”, frisou Vasco Cordeiro, que falava na apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, elaborado pelo IPDT – Instituto de Turismo.

“Não podemos, nem devemos, ceder à tentação de nos deslumbrarmos com as estatísticas, considerando que o setor andará por si”, alertou o Presidente do Governo, ao salientar que este Plano, após um processo de diálogo e de consensualização, define a estratégia que será seguida nesta área.

De acordo com Vasco Cordeiro, a partir de agora, há trabalho que terá de ser desenvolvido pelas entidades públicas, a começar pelo Governo dos Açores, mas também pelas entidades privadas, no sentido de seguir estas linhas orientadoras.

“Da parte pública, isso quer dizer que há um conjunto de alterações que devem ser desencadeadas, por exemplo, nos mecanismos de apoio a iniciativas de interesse turístico, afinando-os e aperfeiçoando-os de acordo com esta estratégia”, sublinhou o Presidente do Governo, alertando para a necessidade de não se cair no “erro de olhar para os objetivos e esquecer o caminho que temos de fazer para alcançar esses objetivos”.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro assegurou, também, que o Governo dos Açores não pode apoiar tudo e todos “apenas com o pretexto de que é uma iniciativa de turismo”, salientando que “há opções que têm de ser tomadas, mas não opções discricionárias e aleatórias, mas que se pautem pelo seguimento e pela concretização desta estratégia”.

O Presidente do Governo, que falava perante muitos operadores e empresários do setor, considerou que qualquer entidade privada pode, naturalmente, “seguir o seu caminho”, mas não pode contar com uma mobilização de recursos públicos para sustentar uma estratégia que não se adequa, não se coaduna e não se articula com o Plano Estratégico e de Marketing.

Vasco Cordeiro deixou, ainda, um alerta, não só do muito trabalho a fazer do ponto de vista da qualificação de produtos e de serviços, mas também de que a sustentabilidade ambiental, económica e social do Turismo dos Açores é responsabilidade de todos.

Nesse sentido, frisou que, depois de, em determinado momento, serem compreensíveis algumas exigências aos trabalhadores, agora é “importante que o conjunto de matérias que regulam esta relação seja devidamente acautelada e devidamente respeitada, na medida em que há indicadores que estão a melhorar”.

“Este Plano valerá aquilo que todos nós quisermos e fizermos para que ele valha. Não é pelo facto de termos um documento minucioso e aprofundado que o Turismo dos Açores terá amanhã melhores ou piores indicadores. Terá sim melhores indicadores se todos nós assumirmos esta estratégia e agirmos em conformidade”, afirmou Vasco Cordeiro.

 O Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores tem como objetivo central a definição de um conjunto de estratégias com vista ao alcance de três grandes resultados, nomeadamente a qualificação e desenvolvimento sustentável do Turismo, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento do Turismo como ferramenta de dinamização da economia regional em todas as ilhas.

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GaCS

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